Utilização terapêutica:


A tiamina é específica no tratamento do beribéri e em outras manifestações de deficiência de vitamina B1 (p.ex. síndroma de Korsakoff, nevrite periférica).O intervalo de dosagem vai de 100 mg/dia em estados de deficiência leves, a 200 mg-300 mg em casos graves.

 

A administração de tiamina é benéfica frequentemente na neurite acompanhada por consumo excessivo de álcool ou na gravidez. Com a polineuropatia alcoólica, a dose terapêutica está frequentemente no intervalo de 10-15 mg/dia. Quando o alcoolismo leva ao delirium tremens, são administradas por injeção lenta grandes doses de vitamina B1 em conjunto com outras vitaminas. Foram aconselhadas elevadas dose de tiamina (100-600 mg) no tratamento de situações tão diferentes como o lumbago, ciática, nevrite trigeminal, paralesia facial e nevrite óptica. A resposta a este tratamento tem sido, no entanto, variável.


Segurança:

A tiamina é bem tolerada em pessoas saudáveis, mesmo com doses orais muito elevadas. A única reação encontrada nos seres humanos é do tipo hipersensitivo. Na grande maioria dos casos estas reações de hipersensibilidade ocorreram após injeções com tiamina em pacientes com uma história de reações alérgicas. Na administração por via parentérica a dose que produziu estas reações variou de 5 a 100 mg, a maioria das quais ocorreram nas quantidades mais elevadas. Foram também relatados casos bastante raros de reações de hipersensibilidade após doses orais extremamente elevadas (na casa dos 5-10 g). Todas estas reacções foram transitórias e assim a margem de segurança para a administração oral é bastante alargada.